Apercebi-me de algo que somente acontecerá daqui a umas semanas ou meses: sentirei falta, amanhã, do que ignoro, hoje. Há certas coisas e pessoas que estou tão habituada, que se vulgarizam, e essa vulgarização fá-las menos importantes ou mesmo insignificantes, porém, o tempo e a distância criam um sentimento saudoso. É impossível não aceitar como certo ou comum o que vemos ou lidamos, diariamente, mesmo que tenhamos consciência de que nada é eterno. Já estou naquela fase em que usufruo o momento, mas simultaneamente, penso no seu fim e na sua fugacidade, provocando saudades. Sentirei falta das pessoas amigas, dos momentos aprazíveis e das coisas agradáveis, contudo, sentirei ainda mais falta das pessoas desprezáveis, das adversidades e dos aspectos negativos que predominam na nossa jornada. Sentirei falta de tudo o que é bom, mas sentirei falta, sobretudo, de tudo o que é mau ou abominado, pois tudo isso caracteriza o meu dia-a-dia, o meu quotidiano. E isso, felizmente ou infelizmente, mudará por completo. 

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Natural de Neuchâtel, Suíça. Actualmente, vivo em Coimbra, Portugal.

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