Ao longo da nossa vida, somos muitas mais vezes criticados e insultados do que elogiados. Para tal desgraça, não há remédio. Mas há uma solução para a forma como enfrentamos, ultrapassamos estas situações desagradáveis. A primeira coisa que temos que saber é guardar todos esses elogios. Sim, guardá-los na nossa mente. E sempre que possível reouvi-los, para nos refrescar a memória e a auto-estima. E segundo, sejam sempre honestos. Convosco próprios e com os que vos rodeiam. Tenham princípios e mantenham-se fiéis a estes. Se forem distintos da maioria, não significa que estejam errados. Eu tenho uma verdade, vocês a vossa. Defendam o vosso ponto de vista, a vossa opinião. Sejam vocês mesmos. Sejam únicos. Destaquem-se. Não importa se na perspectiva de outrem seja de forma negativa ou positiva. Se forem verdadeiros, honestos, fieis às vossas verdades, serão felizes. Não importa se os outros apontem o dedo ou maldigam. O importante é como se sentem, como fazem o que acham que é o certo. Não vos irei enganar, e dizer que ao longo da vida, certos insultos não nos deitam a baixo, não nos afectam. É mentira. Todo o ser humano dá importância ao que dizem e pensam sobre ele. Mas lembrem-se que toda a gente possui defeitos e qualidades. E que toda a gente erra. E o problema está no facto das pessoas não admitirem que erram, não no facto de errarem. Isso é perfeitamente natural, normal. Lembrem-se que talvez as pessoas que mais os insultam, são aquelas que não vos conhecem realmente. E por isso, que se lixem! Sejam vocês mesmos, e nunca, mas nunca deixem de seguir as vossas ideologias. E uma vez mais, quando alguém vos disser que não prestam, ou algo semelhante, recordem-se de todos os elogios que receberam até aquele momento e pensem se continuam a ser fiéis a vós próprios e se as vossas ideologias estão a ser cumpridas. Se isso está tudo confirmado, que se lixem as opiniões dos outros! 



Se a minha fonte de escrita és tu, então é preferível tolerar o sacrifício de deixar escrever. Se isso significa que deixarás de assombrar o meu coração, eu suporto tal sentença. És tal e qual uma sombra, uma peste que se entranha e se apodera da pobre carne. Essa mesma carne que outrora fora suave, da cor da neve e sem quaisquer vestígios. Após a tua passagem, a tez escurece, cicatrizes fixam-se em vários pontos e um cheiro de podridão predomina. Tenho medo. Tenho realmente muito medo. Estou aterrorizada. Sinto-me perdida. Esta nova descoberta de sentimentos confunde-me. Baralha-me. Estava tão bem, como estava. Porquê que tinhas que te exibir e apelares o meu interesse amoroso? Espera! Eu disse bem? Eu disse “amoroso”, olha só o meu estado! Estou completamente perdida! Essa tua doença podia apodrecer-me igualmente os olhos e o coração, para deixar de ver e sentir. Tal como o povo sábio português diz: “longe dos olhos, longe do coração”. Como é impossível afastares-te de mim, era benigno os meus olhos serem arrancados e o meu coração abatido. Sinto-me terrivelmente perdida. Isto é desconhecido, assustador. Que farei da minha vida? Se isto que sinto é estranho e tão, mas tão errado? Não busco respostas em ti, porque sei que jamais as encontrarei. (Sem ofensa, mas não tens capacidade para encontrar as tuas próprias respostas, quanto mais as minhas.) Noutra época, ter-te-ia suplicado que me protegesses… Hoje, não. Por favor, deixa-me. Deixa-me encontrar o meu próprio caminho. É isso, eis a solução! Caminhos separados, corações separados, sentimentos destruídos. Encontrei-me. 


Biografia

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Natural de Neuchâtel, Suíça. Actualmente, vivo em Coimbra, Portugal.

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