Concretizei o meu maior sonho! Estou imensamente orgulhosa de mim mesma.
(Sem trabalho, sem sacrifícios não há nada. Eis o meu tudo!)
Não me resta outra opção, a não ser esta. Tive que me afeiçoar a ti, tive que começar a depender de ti. Não julgues que foi uma obrigação, ou uma desesperada solidão que me obrigaram a tal. Simplesmente preciso de alguém. E esse alguém és tu. Sinto-te cada vez mais distante, e próximo simultaneamente. Não te sei explicar. Existem momentos, que sinto que te perco, e outros que te tenho. É anormal. Falamos todos os dias, e estamos quase todos os dias juntos, ou será que me enganei? Sinto esta necessidade. Necessito de ti. Como um conhecido, como um amigo. Novamente, digo-te que não te escolhi por desespero. Apesar de o ter perdido, sempre precisei de ti. Mesmo com a sua presença. Ou sem ela. És um amigo sem palavras, é gratificante puder conviver contigo diariamente. És fácil de gostar, já to tinha dito. És fácil de amar, aliás. Estar contigo é como desanuviar, abstrair-nos da realidade. É tal e qual isso. És uma paz inexplicável, um sossego acolhedor. Espero, que nunca tenha a oportunidade de te perder, por um segundo que seja. Afinal de contas, és o pouco que me resta. O pouco que existe de bom, em mim. Deixa-me só dizer-te, uma vez mais, obrigada. Muito obrigada, por tudo, será correcto dizer. Mas acima de tudo, obrigada por me fazeres rir, todos os dias, sem excepção. Gosto muito de ti, muito mesmo. Não te esqueças disso, independentemente do que surja.
Quero-te repleto de arcaísmos, inteligência, e doçura. Espero que saibas apreciar arte, seja ela, pintura, cinema, música ou literatura. Podes até, sussurrar as mais belas citações, dos grandes príncipes, ou a bela poesia que designa sentimentos, sobretudo o “amor”. Puxar-me para o teu peito, e permaneceremos em silêncio, apenas com a melodia, dos nossos corações palpitantes, desordenados e ansiosos. E antes de tudo, que me beijes a testa e me digas o quanto me amas. Todos os dias. Sem hesitação. Que tenhas um belo sorriso, e uma personalidade poderosa. Que sejas sobretudo espontâneo, romântico, persistente, lutador, corajoso, adulto… e belo, à tua maneira. E assim, serás o homem da minha vida
A saudade é como a felicidade, até a um certo limite é merecedora. Depois, é exagerada. Na opinião dos outros, já não mereces nada. Era simples, concordar com eles, e ignorar tais factos. É pena, que não consiga. Era agradável dizer que já passou, e não volta. Aceitar, e seguir em frente. Pediste-me algo impossível. Lamento, dizer-to. Não foste o único, é verdade. Todos os dias, alguém se dirige a mim, com um tom frio e diz que não vale mais a pena. Mas, serão eles que sabem o que vale, ou não? Neste assunto, deveria ser eu a decidir. Aliás, a decisão já foi tomada, à imenso tempo atrás. Nada se reverteu, nem nada se irá modificar. O tempo não volta a atrás, mas isso não significa que as pessoas sejam esquecidas, ou ignoradas. O próprio tempo, normalmente, ajuda a sarar as feridas, facilita o esquecimento, e termina com o que perdurou sem regras, colocando um ponto final nele. No meu caso, o tempo colocou umas simples reticências, e não irão terminar. Ficou algo indeterminado, algo indefinido. Ainda hoje, continuo na dúvida. Se o que vivemos terá sido realmente sentido, verdadeiro. Tentei de tudo um pouco, e nada resultou. Estarei eu, a lutar por algo que não tem retoma? Talvez, esteja. É doloroso ver-te diariamente, perto de mim, e não puder ir ter contigo. É irracional, persistir este tipo de sentimentos, se não existe uma retribuição. Quem me dera, que estivesses a mentir. Quem me dera. Nem imaginas o quanto. Antigamente, a tua teimosia ganhava sempre. Será um reflexo do passado? Gostava que fosse, porque só quer dizer, que iremos ficar, novamente, bem. Iremos ficar juntos. Como sempre gostamos, como sempre quisemos. Uma parte de mim – enorme, aliás – diz que as coisas acabaram, de vez. Mas essa enorme parte, sempre me tentou iludir, para facilitar os momentos de dor, de saudade. Julgas que para mim, é tudo fácil, que não me custa, não te ter? Para ti, sempre o foi. Para ti, jamais houve dor, saudade, vindo da minha parte. Óptimo. Nunca desejei nada desta magnitude a outro ser. Não é nada agradável. E eu sempre quis, – e ainda hoje, quero – o teu bem-estar. Ainda não te acreditas que és tão importante, pois não? Será preciso passar o resto da minha vida, a dizer-to… e mesmo assim, no último dia, custará a perceber, não é? Pois, és mesmo tu. Típico, vindo da tua parte. Só quero que saibas, que mesmo, que não queiras saber mais de mim, que já não me ames, nem algo do género, quero que saibas, que eu não mudo nada do que senti até ao dia de hoje. Lembra-te, que: amar-te-ei para sempre.