Consoante o tempo vai passando, a lista de prioridades que tão perfeitamente definiste num momento de paz, atendendo a tudo e todos, pensando ser possível chegar a qualquer parte do mundo no espaço de minutos, começa a desmoronar-se. Percebes que a lista feita inicialmente, pouco a pouco, vai diminuindo, e certas prioridades tão fulcrais primeiramente, vão sendo “riscadas” e tornam-se secundárias.
O tempo relativiza e a própria vida "dá-te que fazer" e distrai-te daquilo que tu consideravas tão importante no início.
O que não é possível dizer ou fazer hoje, deixas para o dia seguinte e assim sucessivamente, até que a tua própria consciência elimine o mais pequeno remorso de adiares e reduzir-se ao insignificante.
Aos poucos vais começando a perder o laço, a afeição, o vínculo que tanto importava, porque "hoje não dá" ou "não posso, tenho outras coisas para fazer". Mas isto é a vida... A vida é constituída por uma mudança constante e sucessiva de prioridades, pois o que hoje importa, amanhã já pouco nos diz.
Inocentemente, esperas dar atenção, amanhã ou no dia seguinte, ao que hoje, secundariamente, puseste de lado e diariamente esse pensamento te acalentará.
Até ao dia em que perceberás que aquilo deixou de ser uma prioridade tua... Mas o mais assustador disto tudo, não é a insignificância do que foi uma prioridade, mas sim a inconsciência de tal feito.

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Natural de Neuchâtel, Suíça. Actualmente, vivo em Coimbra, Portugal.

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