Consoante o tempo vai
passando, a lista de prioridades que tão perfeitamente definiste num momento de
paz, – atendendo a tudo e todos, pensando ser possível
chegar a qualquer parte do mundo no espaço de minutos, – começa a desmoronar-se. Percebes que a lista feita
inicialmente, pouco a pouco, vai diminuindo, e certas prioridades tão fulcrais
primeiramente, vão sendo “riscadas” e tornam-se secundárias.
O tempo relativiza e a
própria vida "dá-te que fazer" e distrai-te daquilo que tu
consideravas tão importante no início.
O que não é possível
dizer ou fazer hoje, deixas para o dia seguinte e assim sucessivamente, até que
a tua própria consciência elimine o mais pequeno remorso de adiares e
reduzir-se ao insignificante.
Aos poucos vais
começando a perder o laço, a afeição, o vínculo que tanto importava, porque
"hoje não dá" ou "não posso, tenho outras coisas para
fazer". Mas isto é a vida... A vida é constituída por uma mudança
constante e sucessiva de prioridades, pois o que hoje importa, amanhã já pouco
nos diz.
Inocentemente, esperas
dar atenção, amanhã ou no dia seguinte, ao que hoje, secundariamente, puseste
de lado e diariamente esse pensamento te acalentará.
Até ao dia em que perceberás
que aquilo deixou de ser uma prioridade tua... Mas o mais assustador disto
tudo, não é a insignificância do que foi uma prioridade, mas sim a
inconsciência de tal feito.