Poderia caracterizar-me com inúmeras palavras,
detalhadamente, mas opto pelo essencial. Sempre pelo essencial. Afinal de
contas, qual seria a piada, se antes de te apresentares, já saberes todos os pormenores
da minha vida? Por isso, aqui vai o essencial: não me considero uma rapariga “normal”.
Não me enquadro nesse “grupo”. Porquê? Porque não gosto das mesmas coisas, nem
penso da mesma forma que a maioria das raparigas. Sim, sou uma peça fora do
jogo. Que irónico! Gosto de ler. Gosto de escrever e de dormir. Muito, muito.
Sou uma pessoa bastante caseira. Queres proporcionar-me um momento romântico?
Liga a lareira, e estende-te comigo no sofá, enquanto observamos as labaredas arderem.
Adoro o Inverno. Frio, chuva e neve. Gosto muito de camisolas de lã. Chá quente,
de maçã e canela. Café. Não uso, nem gosto de maquilhagem. Odeio fazer compras.
Excepcionalmente livros e relógios. Um dos meus sonhos é ter uma grande biblioteca
em minha casa, daqui a uns anos. Os sons mais magníficos no mundo para mim, é o
dedilhar dum piano, e o batimento cardíaco da pessoa amada. Sou bastante
sentimentalista, apesar de não o demonstrar. Considero-me romântica. Teimosa,
muito teimosa. Determinada. Defendo com unhas e dentes as minhas opiniões e os
meus princípios. Sou uma mulher de palavra. Sou inteligente. Gosto de reflectir
e de aprender. Gosto de conversar sobre experiências passadas, livros lidos ou
até mesmo política. Interessa-me bastante. Justa. Provavelmente a minha maior
qualidade, e a que mais aprecio no mundo. Sincera. Muito mesmo. Digo o que
penso, e não tenho receio de ouvir opiniões controversas. Verdadeira.
Sarcástica. Muito mesmo. Adoro castanho e azul. Odeio praia. A minha peça de
roupa predilecta é as calças de ganga: porque são práticas e combinam com
absolutamente tudo. Uma boa distracção nos tempos livres será um romance nas
mãos, e embrulhada nos cobertores da minha humilde cama. Gosto bastante de
cinema. Mas prefiro a literatura e a música. Um dia, gostava de escrever um
livro. Gosto de música clássica. Quanto aos meus atributos físicos, lamento
desiludir-te mas não sou nada chamativa. Sou discreta – aliás gosto de coisas
discretas –, e não correspondo, sem margem de dúvida, a essa tal ideologia perfeccionista
de como a mulher deve realmente ser. Gosto do diferente, aliás. Mas adoro a
monotonia, o quotidiano. Apesar de em mim, esse “diferente” não seja positivo.
E realmente não me interessa o número de bíceps que possuís. Notarei mais rapidamente o teu grau de inteligência,
maturidade e o teu lado mais amoroso. Sou frágil, apesar de não parecer. Gosto
de dar aquele ar de mulher inquebrável. Infelizmente, sou quebradiça demais.
Sou trapalhona. E desastrada. Valorizo imenso o amor. Aliás, acho que o
verdadeiro significado da vida é amar e ser amado. Idealizo um amor
incondicional, arrebatador, eterno. Preciso de alguém que me respeite e me ame,
acima de tudo. Pelo que sou. Tenho oscilações – frequentes e constantes – de
humor. Irrito-me facilmente. O essencial está aqui. Desejo-te boa sorte, – porque
irás realmente precisar – e espero que realmente me ames e respeites pelo que
sou. Tenho bastante orgulho do que sou, apesar de ter inúmeros defeitos. Espero
aperfeiçoá-los contigo.
Biografia
- Sara Almeida
- Natural de Neuchâtel, Suíça. Actualmente, vivo em Coimbra, Portugal.

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«Para bom entendedor, meia palavra basta»