Amor… O amor. Uma palavra e infinitas definições. Tantos conceitos, metáforas. Não me recordo, é de terem associado o amor à dor. Não é paixão, é amor – ou agora passaram a ser sinónimos, e ninguém me disse nada? Olha que traste, esse tal amor! Agora mudou de características… Optou por algo mais dinâmico e sádico. E hoje estou num daqueles dias melancólicos, logo tenho uma visão mais triste, e os meus sentimentos tornam-se negativos. Perfeito para caracterizar este magnífico sentimento. Este sentimento que corrói pelas entranhas do meu ser, tal e qual um reumatismo. Como um som ensurdecedor que irrita o meu tímpano, tal e qual o zumbido dum insecto. Ou cortante e doloroso como uma faca, deixando que o meu sangue goteje pela minha epiderme. Ou associe – mais correctamente, talvez – ao fogo. No início, um calor confortável, acolhedor e no fim um mal-estar abrasador, uma ardência desconfortável, pungente. Não é assim toda a glória do amor? O primeiro, o segundo… o último. Um sentimento perigoso, e envolve pessoas e mentalidades fracas, de fácil influência. O amor não passa duma influência, dum mal-estar disfarçado, duma mentira. Que se lixe o amor, e o resto. O amor não passa dum capricho, duma ilusão. Que venha o desejo, o prazer, a luxúria, a ganância, o egoísmo. Então… todo o ser humano é instintivo. Que venha a animalidade. Que venha o hedonismo! 

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«Para bom entendedor, meia palavra basta»

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Natural de Neuchâtel, Suíça. Actualmente, vivo em Coimbra, Portugal.

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