(Aonde quer que estejas, descansa em paz. Obrigada pela
educação, mimo e amor que me deste durante estes anos todos. Adoro-te muito,
padrinho! Não imaginas a falta que nos farás.)
Os meus olhos cheios de lágrimas já protestam, o meu coração
está pesado, e o meu corpo já não resiste. De que nos vale ter alguém querido
na nossa vida? Não é preferível adoptar pela solidão eterna, sem afeições, sem
amor, sem dependência? Assim, quando essa pessoa for… não haverá transtorno,
dor, desilusão, perda. Devíamos ter a capacidade de possuir um botãozinho que
dissesse “desligar”, e nos abstraísse de tudo, o que nós sentimos. Sinceramente,
preferia viver na ignorância do sentimento, na indiferença. Como um coração
ferido, pode manter-se vivo? Estou psicologicamente e fisicamente, cansada.
Melancólica. Perdida. E ainda não aceitei os factos. Custar perder alguém que
amamos. Queria poder arrancar do meu coração e da minha mente, imagens,
lembranças das pessoas passadas. Faz mal esta agonia, esta dependência, esta
perda.
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Biografia
- Sara Almeida
- Natural de Neuchâtel, Suíça. Actualmente, vivo em Coimbra, Portugal.