Adoro aqueles momentos, em que perco a noção do tempo, solto as minhas gargalhadas sem pensar duas vezes, e esqueço-me dos modos de etiqueta. É agradável errar, por vezes. Pedir desculpa, arrepender-se. É um enorme sinal de coragem, destimidez, valentia. É bom, dizer uma ou duas palavras sem pensar, agir de cabeça quente. Coisas insignificantes da vida. Afinal, se fôssemos perfeitos, jamais teríamos que aprender, sofrer, ou tirar partido de algum acontecimento menos apropriado. Sinceramente, não errei em tantos aspectos, como pensei que iria errar. Tenho-me safado bastante bem, na qual designamos “vida”. O meu único defeito é reservar-me muito, restringir-me a pequenos momentos, e guardá-los com toda a minha força no coração, e não ter coragem para avançar. Tenho receio de abrir o meu coração a outro alguém. Abri-o duas vezes, abri-o de duas formas diferentes, para duas pessoas completamente opostas. E no fim, estatelei-me por completo no chão, e saí com o coração e a alma, totalmente torturados. Dizem que temos que aprender com a dor. Bem, o que eu aprendi com isto tudo, só foi fortalecer mais a minha personalidade, a minha ideologia. Reservar-me a mim, e somente a mim. E nunca, mas nunca entregar-nos de forma total a algo, ou a alguém. Ainda tenho uns bons anos pela frente, e tenho alguém que me espera. Alguém que espera o meu coração, e anseio que seja bem tratado. Não sei quem é esse alguém. Não o desconheço de todo. Apenas desconheço o seu nome, o seu rosto e seu amor. Mas brevemente terei conhecimento, dele e duma nova parte de mim. Uma parte de mim, que ainda não renasceu. Mas irá renascer.

1 comentário:

«Para bom entendedor, meia palavra basta»

Biografia

A minha foto
Natural de Neuchâtel, Suíça. Actualmente, vivo em Coimbra, Portugal.

Apreciadores